Não sei o que dizer.Não diga.
Não sei o que fazer.
Não faça.
Não tenho o que pensar.
Não pense.
Não quero o que sentir.
Não quero.
Vou rodar
É só fechar os olhos,
Que fixação por pernas,
Te dei a mão com ironia, calcei a porta com o jornal de hoje e fomos longe. Um do outro. Me viu do outro lado da rua, me olhou através e disse o que pensava. E eu lendo os seus lábios e os seus olhos, esqueci de que lado vinha e voltei, como se fosse.
O que sobra quando
Todo mundo defende muito,
Só querem o conflito;
Vou embora.
Si pudiera una sonrisa
A minha língua me trái, muitas vezes.
"Quando olhamos para o alto,
"No centro do Rio de Janeiro, bem ali no Largo da Carioca, uma arena improvisada é montada todos os domingos. As arquibancadas são feitas de caixotes de madeira e a arena em si é de terra batida com direito a uma variedade incrível de vermes e os mais diferentes formatos de cocô de cachorro.
Todas aquelas misteriosas pernas
A noite que cai às seis me preocupa tanto quanto a força centrípeta que me pôs no chão. Não seriam os dias, que não os santos, ainda tão santos quanto os outros então? Me toca varrer a calçada com os pés vazios de emoção, chutar o canto da rua com a ira inexplicada, pois assim são as iras, e jurar que tudo é conspiração. Fazer das tripas qualquer coisa que bate no peito, mostrar a cara pro que nunca houve e pregar que agora me sigam, pois eu sou o que veio pra dormir, comer, lavar a louça e, eventualmente, salvar o mundo. Tanto me vale o "por que sim?" quanto o "por que não?".
"It ain't no use to sit and wonder why, babe
Um dia gostei de pescoços,
Cada caco que recolho,
O cara esboçou umas palavras meio sem graça e foi-se embora pra qualquer lugar bem longe dentro de si. O cara não sou eu, mas já foi, ela sabia. Ela não é voce, mas vai ser. E se ninguém sabe do que a gente fala eu acho é pouco. De um tanto, um punhado de qualquer coisa que ninguém nem tenta descrever. O povo só sabe que tem alguma coisa estranha. A história começa onde termina o fato e, meu amigo, o fato não traz a história assim no ato. Tem que deixar o barco correr e a idéia navegar e, na verdade, na vida não vamos nunca valer os favos. Que valor afinal teve os vinte e cinco anos? Vai saber, bróder.