A você, devoção,a mim, não.
A você, razão,
a mim, não.
A você, paixão,
a mim, não.
A você mundo,
a mim, não.
Na esperança fraca, porém invencível, fica:
não = sim
4não = 2 sim
2 não = sim
não = sim|2
não = talvez
Seis da manhã, avental vestido,
Tenho tudo verde,
Tenho neblina nos olhos,
Aqui se fala castelhano,
"...Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir a outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos.
Hoje na praia vi um cara armado
E se tudo o que buscas está dentro de você,
Outro dia li a bíblia e qual foi minha surpresa
Quando me deparei com a minha própria história,
Meu paraíso uterino é o jardim do éden divino
Onde nada preciso fazer, trabalhar ou comer
Onde há frutas ao meu dispor, onde só há amor
Depois, lançado no mundo, em meio a sangue e dor
Perdi, com o choro, minha felicidade incondicional
E ouvindo atento aos ruídos do mundo exterior
Criei meu próprio conceito de realidade universal
Com os olhos abertos, dei forma ao que via
Com a língua enrolada, dei nome ao que me existia
Com as mãos pequeninas, toquei minha verdade
Com as lágrimas, representei minhas vontades
(Estava criado meu mundo, em essência)
Depois da primeira fase, só precisava obedecer
Meus pais me diziam, preocupados, o que fazer
Este foi meu velho testamente, não havia opção
De todas as coisas que mais amo,
Todas as cartas de amor são
Mefistófeles (Fausto, Goethe) Falo verdade chã. Retro bazófias!
Cada homem (microcosmo de loucuras)
imagina-se um todo; e eu sou, confesso,
parte da parte que era tudo in ovo;
parte da treva, mãe da luz, sim dessa
vaidosa luz, que à sua mãe pleiteia
foros de universal; por mais que o tente
não lhos há-de usurpar; quem lhe deu posses
para mais que abraçar as superfícies?
penetra num só corpo? (e inumeráveis
são eles) só os tinge e aformosenta;
e o mais pequeno em seu correr a embarga.
Deixál-a; tenho fé que cedo acabe;
se perece a matéria, está perdida.
Sapatos pretos ou marrons. Nunca brancos. Sempre de uma cor só. Meias brancas, algumas vezes pretas ou marrons. Impossível outra variação. Calças jeans, algumas cargo sem ser jeans e uma idéia fixa em achar um jeans cargo. Camisas lisas, não chamativas, casacos sóbrios, quando possível, blazers. Óculos transparentes, relógio esporte, barba por fazer.
Quando mais primeira vez,
Zoom in, zoom out
A verdade, eu te digo
Sou velho,E mesmo velho assim como digo que sou
Ainda ouço dizer que sou novo, gozador
Mas insisto, velho sou e serei mais
E ainda: sou o sonho que todo velho traz,
Ter cabeça de velho e corpo de rapaz.
E aqueles que ainda constroem a paciência
Quando a minha em cacos já se espalham
Digo-lhes que não ha solução, se não
Preparar-se para curvar-se e recolhe-la ao chão
Não foi falta de esforço, tentei com toda a forca
Multiplicar por mil minha frágil paciência
Mas por mil ela foi dividida e hoje me equilibro
Sobre o bloco de um caco só, pura demência.
Ainda falta-me propor uma aposta
Diga-me o que serás que te direi não,
Digas o que não gosta e te direi sim
Olhe para o alto, te apontarei abaixo,
Olhe para o lado e te rasgarei o coração.
Como te disse não tenho mais paciência
E como velho sou, sim ou não,
O que importa e ter fincado os pés no chão.
E se um dia eu levantar da cadeira